2 de out de 2007

"Então é Natal?"

Quando eu era criança lá em Barbacena...desculpem..essa última parte foi um chiste, como diria o Didi!!! rsrsrsrs

Novamente...na minha infância, Natal só era falado em dezembro. Tenho certeza disso pois faço aniversário no final de novembro e só se falava em Natal depois.

Era muito bom...aquela expectativa...fazer contagem regressiva...Montar a árvore, o presépio, acender as luzinhas...esperar pela festa era quase tão bom quanto a véspera de Natal.

Há alguns anos fui morar no Nordeste e lá foi a primeira vez que vi uma vitrine de loja enfeitada para o Natal apenas poucos dias após o dia das crianças. Fiquei chocada!!! Três meses antes da data e já estava sendo bombardeada por árvores, Noéis...

Pois essa é uma tendência mundial. Dizem que antecipar a celebração é um fenômeno da sociedade atual, na qual as pessoas buscam antecipar o futuro e viver antes as experiências da vida. Será?
Querem "preparar o consumidor"...fazê-lo pensar nas presentes que vai dar...e conseqüentemente fazê-lo consumir mais...
Não é triste?
Consumir, presentear, torrar todo 13º, começar o ano cheio de dívidas....Para quê?
E o que é o Natal, afinal?
Não é estar junto dos que ama? Celebrando a vida? O amor? Um agrado, um presente? Claro...todos gostamos de presentinhos...mas não essa loucura...
Desculpem o desabafo, mas tudo isso me deixa desanimada...
Mas, fazer o quê?
bjs

Um comentário:

Rosi disse...

Lúcia,acho que tu tens toda razão.Mas o que me choca mais ainda é esa loucura que se transformou o dia da criança.Eu só fui descobrir que ele existia lá pelos 8 anos de idade,e a gente ganhava uma lembrancinha9uma mamadeirinha prá "filha",uma bonequinha de papel nova...O que a gente vê agora são pais e mães enlouquecidos comprando video games carésimos,bicicletas de último tipo e bonecos da Vila Sésamo(que custa 299,99-uma "bagatela").O que essas crianças vão ganhar de Natal(hum,acho que um carro de verdade ou um cãozinho de mais de mil reais...).Quanta falta de noção.Fico com pena desses pais que estão criando crianças totalmente sem limites,que acham que podem tudo.
Beijoconas,
Rosi