1 de dez de 2007

"I'm not a plastic bag"

Sacolas plásticas são feitas de polietileno, um subproduto do petróleo, e levam cerca de 500 anos para se decompor. Nesse período flutuam nos oceanos, lagos e rios, obstruindo postos de drenagem de chuva, causando enchentes, enchendo aterros e dificultando a compactação dos detritos. No Brasil são produzidas cerca de 210 mil toneladas anuais de polietileno, que representam cerca de 9,7% de todo o lixo do país. No mundo todo já está em curso um movimento para diminuir ou mesmo erradicar o uso de sacolas plásticas. A preocupação com os efeitos que o descarte dos sacos plásticos causa à natureza já motivou mudanças em diversos países europeus. Na Alemanha, por exemplo, quem não carrega sacola própria para as compras paga taxa pelo uso de sacos plásticos disponibilizados nos estabelecimentos. São Francisco, na Califórnia, aprovou lei que proíbe grandes supermercados de distribuir sacos plásticos derivados de petróleo. Será permitida apenas a distribuição de sacos recicláveis, feitos de milho ou papel. Outras cidades nos EUA, como Boston, Baltimore, Portland e Santa Monica estão considerando projetos de lei semelhantes. Em Nova York, em julho deste ano, quatro estabelecimentos da rede de lojas de produtos orgânicos Whole Foods, em Manhattan, colocaram à venda 20 mil sacolas ecológicas com a inscrição “Não sou uma sacola de plástico”. Centenas de pessoas fizeram filas para comprar a sacola, que se esgotou em poucos minutos. Na Irlanda, desde 1997 paga-se imposto de nove pennies para cada sacola. Como resultado da medida, os irlandeses passaram a ir às compras com sacolas próprias e mochilas. Estratégias semelhantes foram empregadas na África do Sul, Bangladesh, Austrália, China e Taiwan. Em Macau foi feita a campanha “Estime o nosso Planeta – use sacos ecológicos para ir às compras”, organizada pelo Conselho de Meio Ambiente com colaboração de entidades como supermercados e livrarias, que entregava aos cidadãos que fizessem compras nas lojas conveniadas sem uso de sacos plásticos cupons para sorteio de prêmios. O Japão tenta reduzir também o uso de sacolas com uma lei aprovada pelo Parlamento em junho do ano passado que permite ao governo advertir comerciantes que não adotarem medidas para reduzir, reutilizar e reciclar o plástico.


Vantagens da sacola permanente:


- Dificilmente arrebenta, o que nos poupa da vergonha de ver as compras espalhadas pela rua
- Inibe a produção de sacolas plásticas, que podem também levar à asfixia de crianças
- Estimula outros a terem bolsas semelhantes. Senão por consciência ecológica, por "inveja"


Engajada nessa onda, minha mãe inspirou-se e fez essa sacola de compras:

Ela gastou apenas R$5,00 com o tecido.

Fez uma sacola linda, barata e ecologicamente correta!

E então? vamos abraçar essa causa?

bjs

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